- Novo projecto de Oficina de Multimédia: Instalação (recurso: audio)
- Consiste na realização de uma instalação (obrigatório o uso de áudio, capturado e trabalhado por nós) e abordando o tema dos não-lugares.
- Texto retirado do blog de Claudia Pereira (http://claudiampereira.wordpress.com/2010/02/03/intalacao-projecto-audio/)
“No passado dia 26 de Novembro de 2009, o grupo VIV’ARTE | arte para todos, organizou uma visita de estudo a Lisboa na qual constava a visita guiada à Gulbenkian e a visita à Feira de Arte contenporario realizada na Fill – a arte lisboa 09.
Durante a visita guiada na Gulbenkianvimos uma instalação de um autor cuja ideia base se aproxima da minha em determinados pontos.
Tratava-se de um espaço vedado onde o autor circulava; nesse espaço haviam umas cordas e no fundo de tudo um cavalete. Ao lado do cavalete estavam a ser projectadas imagens do autor enquanto montava a obra (os que visitaram, recordam-se?).
Este trabalho era então uma instalação e, se analisarmos bem, o meu trabalho toca esta instalação em alguns pontos!
Assim, a arte esta representada por um cavalete, que por muito que o mundo artístico tenha mudado continua a ser um dos principais símbolos das artes plásticas – cuja temática o liga imediatamente ao ideal do grupo “arte para todos” do projecto VIV’ARTE, cumprindo o nosso objectivo (tanto meu como da Daniela) na realização deste projecto de forma a que o podessemos interligar com as actividades de area de proecto;
Na instalação da Gulbenkian, as imagens do autor estavam a ser projectadas como recurso á ausência do autor no espaço, porque na realidade (como explicou a guia) o autor quando projectou a obra pretendia estar presente e agir directamente com a obra diante do público; estando a instalação num museu seria impossível manter o autor ali todo o tempo, motivo pelo qual aparecem na obra as fotografias projectadas.
Tal como este autor, também nós pretendemos agir directamente com a obra! Não deixando ela necessariamente de ser uma instalação, no meu ponto de vista (e deste autor também).
Assim, pretendemos ter uma intervenção directa com a nossa própria obra, criando um dinamismo talvez um bocadinho fora do comum.
Não sei se me fiz entender correctamente…
Quanto aos sons, tratar-se-iam de sons que podem ser produzidos – acidentalmente, ou não – enquanto se pinta uma tela. Vejamos alguns exemplos: Se os pincéis caírem ao chão, produzirão um som; da mesma forma que a tinta ao sair da embalagem produz um outro som; o próprio pintor produz sons quando se movimenta para ir buscar este ou aquele material.
Todos estes sons se fariam então acompanhar de uma música de fundo, de carácter calmo e sereno fazendo transparecer as características calmantes e de certa forma terapêuticas da pintura!
Como elo de ligação entre a arte e os “não lugares” projectaríamos sobre a tela imagens que tão rapidamente apareceriam como poucos segundos depois desapareceriam, de lugares de ninguém que são muitas vezes aproveitados por artistas de rua para fazerem deles a sua própria arte
Penso que esta minha ideia não foge de forma alguma à definição de instalação uma vez que todos os pormenores foram pensados com o intuito de criar uma mensagem que será assim transmitida ao espectador despertando nele sensações: como já escrevi num dos meus posts, “a arte de instalações, também denominada de krafts, é uma manifestação artística muito usual a partir de meados do século XX onde a obra é composta pelo autor num ambiente criado, fechado ou não, e que joga com a organização dos elementos que compõem a obra. Assim, a disposição de elementos no espaço tem sempre uma intenção – normalmente de criar uma relação com o espectador, isto é, provocar sensações tanto físicas como emocionais: frio, calor, odore, som, medo, curiosidade, ou qualquer coisa que simplesmente chame a atenção do público em redor. “
Espero ter sido um pouco mais clara quanto ao propósito deste meu projecto!”